quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A esperança


A Esperança não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença.
Vão-se sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.
Muita gente infeliz assim não pensa;
No entanto o mundo é uma ilusão completa,
E não é a Esperança por sentença
Este laço que ao mundo nos manieta?
Mocidade, portanto, ergue o teu grito,
Sirva-te a crença de fanal bendito,
Salve-te a glória no futuro – avança!
E eu, que vivo atrelado ao desalento,
Também espero o fim do meu tormento,
Na voz da morte a me bradar: descansa!


Augusto dos Anjos

4 comentários:

laura disse...

*****

A Esperança não murcha. Ainda bem.

Mas há muita coisa que murcha!!!!

Beijinhos,
laura

angelina disse...

simplesmente lindo
beijinhos
angelina

Natália disse...

Olá Lina.
Nunca percas a Esperança.
Beijinhos

Lina Querubim disse...

Olá Laurinha, espero que esteja tudo bem por aí :) que o marido esteja melhor!
Beijokas fiquem com os Anjos

Beijokas Angelina :)

Nã Natália...hoje estás caladita e só á bocado me lembrei porquê...beijokas